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Câmara de Forquilhinha promove debate sobre igualdade racial

  • 10 de fev.
  • 2 min de leitura

A 2ª Sessão Ordinária de 2026 da Câmara de Vereadores de Forquilhinha, realizada nesta segunda-feira (9), foi marcada por um importante debate sobre igualdade racial, políticas de ação afirmativa e representatividade. O tema ganhou destaque com o lançamento do livro “Racistas não passarão”, de autoria de Sérgio Nunes Vitório Júnior, que motivou reflexões e manifestações na tribuna.


Ao apresentar a obra, o autor ressaltou a necessidade de ampliar a presença de pessoas negras em diferentes espaços da sociedade e questionou a falta de representatividade em áreas estratégicas. “Queremos ver, sim, pessoas negras ocupando espaços. Quantos empresários negros você conhece? Quantos advogados negros já te atenderam? Se 23% da população do Estado é negra, será que essas pessoas não existem ou estão sendo silenciadas? A proposta deste livro é justamente convidar para esse debate”, afirmou.


Também fez uso da palavra a professora da Unesc, Normelia Ondina Lalau de Farias, que reforçou o caráter reparatório das políticas de cotas raciais e destacou a importância de tratar o tema dentro do Legislativo municipal. “Isso precisa ser corrigido. As cotas são uma reparação de um processo histórico. Um espaço como este, para o lançamento de um livro desse, em uma Câmara de uma cidade de imigrantes alemães, é muito significativo. Precisamos que nossos jovens tenham acesso às cotas para que possam dar contribuições ainda maiores à sociedade”, pontuou.


A professora Edilaine Leonor, do Colégio Unesc e do Colégio São Bento de Criciúma, também utilizou a tribuna para reforçar a relevância do enfrentamento ao racismo estrutural. Ela citou trechos do livro lançado e destacou que o debate precisa ser constante e acessível. Segundo a educadora, muitas vezes é necessário explicar o óbvio para que a sociedade avance na construção de uma realidade mais justa e igualitária.


As falas realizadas durante a sessão ocorreram em um contexto estadual recente envolvendo o tema. No dia 22 de janeiro, foi sancionada a Lei Estadual nº 19.722/26, que veda a adoção de cotas e outras políticas de ação afirmativa em instituições de ensino superior públicas ou que recebam recursos públicos em Santa Catarina, fato que ampliou ainda mais a relevância do debate.


O debate contou ainda com a presença de autoridades e convidados ligados à educação e à área social, que acompanharam de perto as reflexões sobre a necessidade de promoção da igualdade racial no município e no Estado.


Divulgação: Câmara de Vereadores de Forquilhinha

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